quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Pastoral sobre os Refugiados - AEB

 

 


 

SOBRE OS REFUGIADOS
E A RESPONSABILIDADE DA IGREJA

Pastoral
Voluntários da Cruz Vermelha austríaca recebeu milhares de imigrantes em Nickelsdorf de passagem da fronteira da Hungria, com bebidas quentes e alimentos, fornecendo assistência médica e atividades de lazer para as crianças.
Foto: Anna Zehetner/ IFRC – Áustria (05/09/2015) / Fotos Públicas.

Somos chamados a adotar um jeito hospitaleiro e compassivo de ser, um estilo de vida coerente com o caráter de Deus.
 
O drama dos refugiados em massa – em especial nas fronteiras com a Europa – é complexo e envolve dimensões sociais, econômicas, políticas e espirituais. Talvez, nós, brasileiros, ainda não tenhamos condições de mensurar esta complexidade pelo fato de não ser este um problema que sofremos diretamente, tão de perto. No entanto, como cristãos, e como Igreja Evangélica Brasileira, podemos assumir algumas posturas:
 
1. Orar compassiva e intensamente para que todo estrangeiro refugiado não fique desamparado. Desde o Antigo Testamento, o Senhor tem se preocupado com os estrangeiros e tem orientado seu povo a não fechar suas portas para eles. Num contexto em que os estrangeiros costumavam ser considerados inimigos, Deus pediu a seu povo que os amassem (Dt 10.19) e que os tratassem com equidade (Lv 19.34). A “lei da rebusca” é um exemplo bem prático disso (Dt 24.18-22). Jesus reafirmou sua preocupação pelos mais frágeis (Mt 5) e foi enfático ao referir-se ao cuidado do forasteiro (Mt 25.35-40). A igreja também guardou este ensino (Rm 12.13)1. Lembramos que Jesus também foi um refugiado (Mt 2.14-15).
 

2. Adotar um estilo de vida hospitaleiro. Como bem nos lembrou Jacqueline Alencar, em artigo para o site Protestante Digital, “a hospitalidade não era apenas uma opção. A ninguém devia faltar o sustento, nem os direitos nem as obrigações. Quanto cuidado tinha Deus pelos diferentes, pelos que haviam sido acolhidos debaixo de suas asas! Como Rute, uma moabita, que não era judia entre as judias, no entanto, chegou a fazer parte da genealogia do mesmíssimo Jesus, filho de Deus. E Deus continua tendo o mesmo cuidado”.
Embora a visibilidade do drama seja maior hoje, o problema é antigo. Para exemplificar, veja aqui o trabalho fotográfico de Alyson Montrezol em Meheba Refugee Camp, na Zâmbia, um dos mais antigos campos de refugiados do mundo, que existe desde 1970. Envolve também as outras formas de desamparo que acontecem no Brasil, principalmente, com as crianças.
Deus nos chama para adotarmos um jeito hospitaleiro e compassivo de ser. Não se trata apenas de dar um socorro, mas de adotar um estilo de vida coerente com o caráter de Deus.


3. Mobilizar para que estes refugiados recebam recursos para sobrevivência e, se possível, condições para que recomecem suas vidas, mesmo que temporariamente, em outro lugar.Para isso, felizmente, algumas organizações cristãs como Tearfund e Viva, já estão captando doações para que sejam transferidas em forma de alimentos e outros itens a famílias refugiadas.
 
4. Centenas de refugiados começam a chegar ao Brasil, e, nós, como igreja, podemos acolhê-los. É o que organizações como a Missão MAIS, Compassiva, Missão Paz e outras estão fazendo. Sua igreja local ou grupo cristão também pode envolver-se. Clique aqui e leia o relato sobre a visita do Pr. Elben César, da revista Ultimato, a estas organizações. Leia também como ajudar organizações internacionais.
 
5. Não há dúvidas de que acolher um refugiado exige de nós mais do que boa vontade. Precisamos reorganizar nossa rotina, abrir mão de algumas coisas e ter gastos financeiros e estarmos sujeitos a conflitos culturais. No Brasil, as igrejas locais podem fazer campanhas bem práticas de acolhimento a refugiados, mas não somente isso. Acolher os refugiados provavelmente nos mostrará que há muitos outros que aqui mesmo precisam de abrigo e hospitalidade. Num país onde o déficit habitacional é grande e a desigualdade social absurda sempre haverá a necessidade de expressarmos a hospitalidade cristã.

6. Questionar, bem ao tom profético da Bíblia, decisões estruturais e políticas quanto ao acolhimento de refugiados e investigar as causas histórias do problema. É verdade que os governos precisam tomar decisões justas, não simplesmente para autoproteger-se, mas sim para que haja cooperação de todos a fim de lidar com a migração em massa dos refugiados. Os tratados de cooperação internacional precisam ser revistos à luz da conjuntura atual e todos os países envolvidos precisam ser ouvidos e, ao mesmo tempo, precisam assumir seu papel. O problema é humanitário, e todas as nações precisam assumir sua responsabilidade tanto para acolher os refugiados quanto para ajudar a resolver as causas desta migração.


7. Lembrar das igrejas que estão nos países em conflito, de onde os refugiados fogem. Em 2014, o Concílio da Comunidade Evangélica da Síria e do Líbano publicou nota pedindo que as igrejas e organizações cristãs de todo o mundo pressionem e influenciem governos que apoiam grupos radicais em áreas de conflito para que para impeçam o fluxo de recursos e armas para os “takfiri” e grupos radicais. A nota também encoraja que as comunidades cristãs “continuem sendo agentes disseminadores da cultura de amor, paz e direitos humanos, bem como do pluralismo intelectual, educacional e religioso”.

A Aliança Evangélica2, coerentemente com suas convicções cristãs, deseja dar sua contribuição ao enfrentamento do problema dos refugiados. Mesmo diante da complexidade da questão, queremos estimular e encorajar que a Igreja de Cristo seja exemplo de testemunho, que seja “sal e luz” diante deste desafio gigantesco. É preciso enxergar as dimensões da crise com os olhos de Cristo. Que Deus nos ajude a fazer isso.
 
Brasil, 21 de setembro de 2015
Aliança Evangélica Brasileira

 

Notas:
1. Artigo “Despertar al drama” no site em espanhol Protestante Digital.
2. Este texto é baseado no editorial do Portal UItimato, com o qual concordamos, acrescido de sugestões do Conselho Coordenador da Aliança.
 

Filie-se a Aliança!
 
 
 
 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Fundação Abrinq: Principais Indicadores Sociais da Infância e Adolescência no Brasil


A Fundação Abrinq – Save The Children apresenta a edição de 2015 do "Cenário da Infância e Adolescência no Brasil - 2015". Trata-se de um de "guia de bolso" com os indicadores mais recentes relacionados à infância e a adolescência no Brasil. A iniciativa visa mostrar o cenário de vulnerabilidade ao qual está exposto esse público, tais como saneamento básico, moradia, violência, pobreza, entre outros.

Com diversos infográficos, o Guia está dividido em três partes:

1) Indicadores, tais como, números sobre População, Saneamento Básico, Pobreza, Moradia, Violência, Cultura/Esporte, Educação, Proteção e Saúde, na faixa etária de zero a 18 anos;
 2) Pauta Prioritária da Infância e Adolescência, que se refere às proposições legislativas que tramitam no Congresso Nacional, consideradas prioritárias dentre todas que a organização monitora, nas temáticas sobre educação, proteção e saúde; 
3) Atuação da Fundação Abrinq nessas esferas durante o ano de 2014. “É o único panorama que reúne, numa mesma publicação, os indicadores de órgãos públicos, como o Ministério da Educação, Ministério da Saúde, IBGE e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, sobre a Infância e a Adolescência”, explica Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq. 





“Na área de Educação, o material expõe, por exemplo, a preocupante escassez de vagas em creches e o alto índice de abandono escolar no Ensino Médio. Em Proteção, são apresentados dados referentes ao grande número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Já em Saúde, a taxa de mortalidade materna ainda requer atenção”, acrescenta o presidente da Fundação Abrinq, Carlos Tilkian.

Principais destaques do guia Cenário da Infância e Adolescência no Brasil - 2015:


• Em uma análise regional, notamos que a Região Norte é a que apresenta a maior proporção de crianças e adolescentes, representando quase 40% de sua população total. E é justamente a região com pior índice de saneamento: os domicílios sem acesso à rede de água representam 45,52%, contra uma média nacional de 17,15%. Também na região Norte, as residências sem acesso a esgotamento sanitário chegam a 67,18%. 


• Em 2012, Aproximadamente 55 milhões de pessoas viviam em situação de pobreza no Brasil, sendo que quase 20 milhões deste total se encontram em situação de extrema pobreza. A situação de “Pobreza” é dada às pessoas que vivem com renda domiciliar per capita mensal inferior a meio salário mínimo (considerando o salário mínimo federal de 2012, R$ 622). Já a condição de “Extrema Pobreza” classifica as pessoas que vivem com renda domiciliar per capita mensal inferior a um quarto de salário mínimo.

• 18% das mortes por homicídios foram em pessoas entre 0 e 19 anos.

• A taxa de cobertura por creche (isto é, a razão entre o número de crianças em idade escolar de 0 a 3 anos e o número de matrículas nesta etapa de ensino) é de 22,60% no Brasil.

• As taxas de distorção série-idade no Brasil ocorrem, principalmente, no Ensino Médio: 29,5% é o percentual de alunos que estão matriculados em séries não condizentes à sua idade no Brasil, contra a taxa de 21% no Ensino Fundamental.

• No Brasil há mais de 3,2 milhões de domicílios localizados em favelas, com aproximadamente 11,4 milhões de pessoas vivendo nessas condições, sendo que dessas, 3,9 milhões estão na faixa etária entre 0 e 17 anos. 

• Em 2013, o Disque 100 recebeu mais de 252 mil denúncias de violações de direitos contra crianças e adolescentes em todo o País. Sobre a Lista de Proposições Legislativas Prioritárias, o documento alerta para os projetos e ementas que defendem a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade, cujo posicionamento da Fundação Abrinq é contrário; e faz a defesa do Projeto de Lei 7029, de 2013, que pretende aumentar a complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e o fator de ponderação para as creches públicas em tempo integral.




O "Cenário da Infância e Adolescência no Brasil - 2015" traz ainda os argumentos da Fundação Abrinq quanto ao financiamento da Educação, à Educação em Tempo Integral, à Redução da Idade para o Ingresso no Ensino Fundamental, Redução da Idade Mínima para o Trabalho, Segurança Alimentar, entre outros.


A Fundação Abrinq também destaca os avanços na Legislação em 2014 com a sanção das seguintes matérias:


• Plano Nacional de Educação - Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014 

• Lei Menino Bernardo - Lei nº 13.010, de 26 de junho de 2014, que estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante;
• Teste da Linguinha - Lei nº 13.002, de 20 de junho de 2014, que obriga a realização do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês, a fim de evitar qualquer transtorno para o desenvolvimento da criança.

Para baixar o Guia de Bolso completo acesse:

terça-feira, 2 de junho de 2015

20º Mutirão Mundial de Oração em favor de Crianças e Adolescentes Vulneráveis


Do ponto de vista cristão, como resposta a Ação de Deus no Mundo, oração é o primeiro passo para alguém perceber esta Presença Divina, entender os Seus Propósitos e se unir a Ele como cooperador e instrumento de seus desígnios de amor e justiça

Nos dias 05, 06 e 07 de Junho, na zona leste de São Paulo, a Igreja O Brasil Para Cristo em Jardim Iguatemi, será um ponto de concentração, para aqueles que se interessarem em unir forças, fé e oração em favor de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social

05/06 sexta as 08:00 da manhã
06/06 sábado as 19;00 da noite
07/06 domingo as 09:00 da manhã

Rua Leandro Campanari, 41 Jd. Iguatemi.
Altura do 4.400 da Ragueb Chofhi

A Criança, a Igreja e a Missão - Dan Brewster


Nunca houve na história um tempo com tantas crianças, e nunca houve um tempo no qual tantas dessas crianças estivessem tão vulneráveis. Crianças e adolescentes de 15 anos para baixo representam um terço das pessoas no mundo. Em muitos países em desenvolvimento, crianças compõem quase metade da população. Outros 26% são compostos por adolescentes e jovens de 15 a 29 anos de idade. Mais de 37% das crianças no mundo vivem em pobreza absoluta – um total de 674 milhões de crianças.

Crianças são prioridade para o Rei e seu reino: elas são muitas, são estratégicas, estão sofrendo e salta aos olhos nas páginas das Escrituras o mandato inequívoco de Deus para que as defendamos de forma urgente.


Ultimato lança um livro essencial para ajudar a igreja a assumir o seu chamado de cuidar das crianças nos mais diferentes contextos em que elas se encontram. A Criança, a Igreja e a Missão, escrito por Dan Brewster, mostra o cenário atual, as bases bíblicas e o papel da igreja no cuidado, socorro e desenvolvimento integral da criança. Mas não só isso; o livro mostra também o valor da criança no reino de Deus e na igreja.





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