sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Prestação de contas à Comunidade

Ola gente!

O Espaço Internacional de Aprendizagem (Tearfund International Learning Zone) disponibiliza gratuitamente diversas informações práticas, que podem ajudar a produzir uma mudança positiva nas sociedade. Elas têm por objetivo incentivar e apoiar as igrejas locais para que façam justiça e transformem vidas.

A visão da Tearfund é ver milhões de pessoas livres da pobreza material e espiritual através de uma rede de igrejas locais. A partir desta visão, eles desenvolveram uma grande variedade de recursos para ajudar na mobilização da Igreja, os quais estão disponíveis no Espaço de Mobilização da Igreja para a Missão Integral.

"São recursos simples, práticos e com efeitos profundos, como tudo que tem a marca do Reino de Deus".

Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com/


Incentivando a prestação de contas da igreja local à comunidade

Revd Emmanuel Isaya

A maioria dos membros da comunidade do povoado de Mwamadilanha, na Tanzânia, costumava achar que a igreja não tinha sentido e era irresponsável nas suas relações com a comunidade. Muitos membros da igreja acreditavam que a missão da igreja era responsabilidade do evangelista e pastor. O crescimento da igreja, portanto, dependia do compromisso destes ministros da igreja escolhidos e treinados. Tudo isso mudou quando a Diocese de Shinyanga iniciou um processo de mobilização da comunidade em Mwamadilanha.

Processo de mobilização da igreja e da comunidade

Este processo usou estudos bíblicos para ajudar os membros da igreja a descobrirem que a igreja existe para fazer o bem de todas as formas possíveis na sua comunidade. Depois disso, os membros da igreja compreenderam que a igreja está aqui na Terra, para servir de sal e luz. Eles perceberam que a igreja precisa assumir a liderança, se quiser que haja transformação na comunidade.

A igreja de Mwamadilanha desenvolveu a seguinte visão: ver a igreja e a comunidade levando uma vida abundante, auto-suficiente e livre de problemas sociais, físicos, econômicos e espirituais. Esta visão deu aos membros da igreja a coragem para ir até a comunidade e compartilhar seu sonho para o futuro. Eles compartilharam a mensagem de que a comunidade e a igreja podem levar uma vida que agrade a Deus, se trabalharem juntas para lidar com seus problemas, usando recursos disponíveis na comunidade.

Depois de ouvir esta mensagem da igreja, a comunidade surpreendeu-se ao ver que a igreja tinha um plano para trabalhar com ela a fim de melhorar seu padrão de vida. A comunidade permitiu que a igreja facilitasse encontros participativos para que as pessoas compreendessem as causas fundamentais dos problemas locais assim como os recursos que poderiam ser usados para resolvê-los.

Impacto

A comunidade agora vê a igreja como os “olhos da comunidade”, guiando-a para fora das trevas que antes limitavam as pessoas, mantendo-as analfabetas, espiritualmente cegas e economicamente pobres. Joseph, um dos membros da comunidade, disse “Se esta igreja não tivesse vindo até nós com este processo, eu poderia estar morto agora de tanto beber. Mas, através da sua mensagem, compartilhada abertamente com todos nós, habitantes do povoado, aqui estou eu, em segurança.”

Desde que o processo de mobilização começou, a comunidade sente que tem liberdade de expressar suas preocupações à igreja. Isto dá à igreja a oportunidade de ajudar a comunidade a encontrar soluções para as necessidades locais. Da mesma forma, a igreja tornou-se transparente para a comunidade e, muitas vezes, encontra-se com ela para compartilhar sua visão e a forma como a está implementando.

O trabalho da igreja, agora, “pertence” muito mais aos membros da igreja do que antes, com a orientação dos líderes da igreja. Da mesma forma, as atividades de desenvolvimento da comunidade “pertencem” aos membros da comunidade, sob a supervisão dos seus comitês setoriais de desenvolvimento selecionados por eles.

A partir do momento em que a igreja inteira começou a prestar mais contas à comunidade, o trabalho do evangelista e pastor local tornou-se mais fácil e mais benéfico tanto para a igreja quanto para a comunidade. Os líderes da igreja também se tornaram mais ativos e responsáveis em seu trabalho. Se eles não agissem de forma responsável, a comunidade poderia vê-los como inadequados para o trabalho e poderia começar a exigir que fossem retirados da liderança!
A partir do momento em que o trabalho do evangelista e pastor se tornou mais gerenciável, eficaz e eficiente, os membros da igreja tornaram-se mais motivados para servir a Deus e a outras pessoas. Eles realizavam tarefas, não porque o pastor tinha mandado, mas porque a Bíblia lhes tinha mostrado que esta era sua responsabilidade.

Princípios da prestação de contas da igreja à comunidade

Desta experiência, podemos tirar alguns princípios da prestação de contas das igreja às pessoas a quem ela está servindo:
  • A igreja pode prestar contas à comunidade se ouvir Deus através da Bíblia e, então, compreender seu papel aqui na Terra.
  • A igreja deve compartilhar sua visão com a comunidade. Permita que a comunidade compreenda e interprete a visão da igreja. É difícil para uma comunidade responder a uma igreja, se não conseguir compreender a sua visão. Deixe que a visão da igreja motive a comunidade de forma que ela deseje a transformação na sua vida.
  • A igreja deve estar disposta a liderar a comunidade na compreensão da sua situação. Juntas, elas poderão, então, identificar soluções.
  • A igreja deve estar aberta a compartilhar e participar da resolução dos problemas enfrentados pela comunidade, sem acusar as pessoas de forma alguma, e servi-la com amor.

O Reverendo Emmanuel Isaya é o Coordenador do Processo de Mobilização da Igreja e da Comunidade da Diocese de Shinyanga. E-mail: isayaer@yahoo.com

Fonte: http://tilz.tearfund.org/Portugues/

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Planejamento estratégico na Igreja ou comunidade

Olá gente!

Esta é uma entrevista que o Instituto Jetro fez com Enos Heidemann sobre a sua experiência com Planejamento Estratégico na Igreja onde atua. A falta de informações sobre planejamento voltado para o contexto eclesiástico fez com que ele estudasse o assunto e desenvolvesse um roteiro de planejamento participativo. Tanto a entrevista como o downloud deste roteiro estão disponíveis no site do instituto.

Pode até ser que, para quem não tem familiaridade com o assunto, este não seja o momento mais adequado para aplica-lo, haja vista que normalmente a implementação de um planejamento estratégico começa em janeiro, e não haveria tempo para discuti-lo apropriadamente. No entanto, é uma excelente oportunidade para entender melhor como funciona este tipo de planejamento e como ele pode nos auxiliar em nossas ações. O exemplo da IECLB também é bastante didático e contribui como uma excelente referência.

Minha sugestão para aqueles que se interessarem é baixar o arquivo que esta disponível no site, e montar um rascunho que se adapte a sua realidade. Conversar com as pessoas de sua igreja, ministério ou projeto para aprofundarem o assunto e fazer os ajustes necessários para implementa-lo a partir do 2º semestre de 2009.

"Nós somos a filial de um negócio em que o dono (Pai) já estabeleceu os objetivos prioritários, o gerente geral (Filho) já estabeleu a estratégia global e o gerente operacional (Espírito Santo) esta pronto a nos ajudar em como colocar tudo isso em prática na nossa realidade local"

Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com


Entrevista com Enos Heidemann

O roteiro traz informações básicas sobre planejamento e detalha o caminho necessário para a igreja local entender o tempo e o contexto no qual está inserida. O resultado deste processo de análise são as ações necessárias para alcançar as metas propostas.

Enos Heidemann é bacharel em teologia e pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB. Desde julho de 2002 atua como Pastor Sinodal do Sínodo Rio dos Sinos com sede em São Leopoldo, RS, uma das 18 unidades organizacionais da denominação.

Como e quando começou o seu interesse a respeito de planejamento estratégico?

Enos - Foi na década de 1990, no meu primeiro campo de atividade ministerial. Tive a oportunidade de conhecer e acompanhar a implantação de Planejamento Estratégico em empresas do ramo calçadista. A tradição da gestão familiar ficou obsoleta quando os desafios, demandas as exigências do mercado fizeram com que se organizassem de uma nova forma estratégica e planejada.

Qual foi a sua motivação em desenvolver um formulário próprio para as igrejas do Sínodo?

Enos - A percepção de que o mundo passa por profundas mudanças que se processam num ritmo acelerado, jamais visto na história da humanidade. A Igreja de Jesus Cristo atua neste contexto e aquelas chamadas de históricas podem cair na tentação de querer continuar repetindo o seu jeito de ser Igreja. Deu certo durante muitos anos mas, o tempo que vivemos é novo e requer de nós novos jeitos de ser Igreja. Não podemos fechar os olhos para os desafios que estão diante de nós e nem achar que somos inatingíveis e insubstituíveis na nossa forma e proposta de ser Igreja. Precisamos, parar, avaliar, planejar e agir de modo que o testemunho cristão, em palavras e gestos, seja dado de forma clara, convincente e, sobre tudo, que vá ao encontro das necessidades do ser humano em nosso tempo.

Que material foi utilizado e que pessoas foram envolvidas no desenvolvimento deste instrumento?

Enos – Ao buscar instrumentais sobre PE constatei que existiam diferentes métodos de planejamento, mas todos, que na época vim a conhecer, haviam sido desenvolvidos para empresas e instituições seculares. Os métodos tinham uma sistemática indutiva, ou seja, desenvolver princípios e produtos com vistas às demandas do mercado. Como Igreja Cristã, nós já temos o “produto”. Nosso ponto de partida é levar o Evangelho às pessoas em nosso tempo. Optei, então, por trabalhar com o método de planejamento dedutivo, devidamente adaptado com os objetivos eclesiásticos propostos. O Método de Planejamento Dedutivo é um plano que deduz estratégias de ação a partir de um ponto básico e fundamental que já está definido. Este plano inclui com maior ou menor intensidade os elementos ou passos do método indutivo, mas é desenvolvido num sentido inverso. Não buscamos um “produto” para um mercado aberto, mas como vamos levar com maior eficiência o “produto” que já temos para este meio.

Como foi o treinamento ou orientação das igrejas lideradas para a utilização deste formulário?

Enos - Durante dois anos nosso Sínodo desenvolveu seminários periódicos de formação de obreiros, obreiras e lideranças leigas com vistas à implantação e a avaliação sistemática do planejamento elaborado nos diferentes contextos. Percebemos que antes de apresentar a metodologia é de suma importância trabalhar a conscientização da necessidade de planejamento em nosso tempo e do monitoramente das ações, prazos, competências estabelecidas e resultados desejados. Nesse sentido, a proposta que desenvolvemos apresenta motivações bíblicas e contextuais como fundamentação para a necessidade de planejamento.

Quais os resultados práticos observados até o momento na utilização do instrumento de planejamento?


Enos – Estão aparecendo lenta e gradativamente, porque não temos a cultura do planejamento no nosso jeito de ser Igreja. Mas em muitos contextos esse processo está implantado e trazendo muitos resultados positivos.

Haveria relação entre as igrejas com dificuldades de implantação e suas lideranças?

Enos - Sim, com certeza. As lideranças das Comunidades, Grupos e Instituições Eclesiásticas em sua maioria são homens e mulheres de boa vontade. Na maior parte das Comunidades não temos gestores permanentes. A troca de lideranças nos cargos eletivos em curtos espaços de tempo e a troca de obreiros e obreiras interfere muito na continuidade dos projetos. Os obreiros ordenados e as obreiras ordenadas também não têm em seu currículo de formação noções mínimas de gestão eclesiástica e planejamento estratégico. Criar a cultura do planejamento e a formação adequada para isso deve ser um processo de permanente investimento e acompanhamento.

Quais são as próximas ações do seu Sínodo em relação ao planejamento estratégico?

Enos - As próximas ações estão agora diretamente vinculadas à adesão plena a segunda etapa do Plano Nacional de Ação Missionária da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – PAMI. A IECLB aprovou a adotou uma nova etapa do PAMI e está desenvolvendo o Plano Operacional que apresenta uma Matriz de Planejamento Básica para todas as Comunidades, as quais estão sendo motivadas a desenvolver o seu planejamento específico nos diferentes contextos no âmbito nacional.

Que conselho daria a pastores regionais ou denominacionais que desejam iniciar o trabalho de orientação de suas igrejas lideradas?

Enos - O conselho que deixo está nas palavras finais da proposta de planejamento que desenvolvemos. É importante que sempre tenhamos presente que “a Igreja é de Deus e nele tem seu alvo”. O ser humano se caracteriza pela visão do futuro. Kirkegaard afirmou que “só podemos compreender a vida olhando para trás e só podemos viver a vida olhando para frente”. A sistemática simples desta proposta de planejamento traz resultados imediatos quando os desafios forem abraçados com seriedade por todas as lideranças. Um planejamento inicial não resolverá todos os nossos problemas e nem será capaz de concretizar todos os sonhos comunitários. Mas, é necessário iniciar, arriscar, avaliar e redefinir as propostas de atuação.
Há dois arquivos que acompanham esta entrevista: Roteiro de Planejamento Participativo e a Rosa do PAMI, ambos disponíveis no nosso setor de download.

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Como mudar o que mais irrita no casamento

Olá gente!

Este é mais um ótimo livro do famoso conselheiro de casais, Gary Chapman. Autor da série "As Cinco linguagens do Amor". Chapman tem a singular habilidade de tratar assuntos delicados com maestria e objetividade.

Desde de Gary Smalley que escreveu "Ela precisa saber" e "Que bom se ele soubesse!", evidentemente ninguém vai desprezar a importância de uma abordagem teórica sobre este assunto. Jaime Kemp, James Houston, David Kornifield e outros autores como Larry Crabb (Como Construir um Casamento de Verdade) e Martin Lloyd Jones (Vida no Espírito no casamento, no lar e no trabalho), dedicam um grande espaço em suas abordagens às questões teóricas e motivacionais envolvidas no relacionamento conjugal. No entanto, esta abordagem mais prática e as dicas que o autor oferece, como se ele estivesse em seu consultório, são realmente excelentes.

A Editora Mundo Cristão disponibilizou o 1º capítulo deste livro em seu site, de onde extraímos uma parte para esta postagem. Aproveite, você vai gostar.

Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com/


Como mudar o que mais irrita no casamento

Introdução

Depois de trinta anos aconselhando casais, cheguei a uma conclusão indubitável: todas as pessoas casadas gostariam de ver mudanças no cônjuge. Por vezes, em vez de expresso, esse desejo é refinado e aprofundado em devaneios. O marido sonha acordado com uma esposa que fez as mudanças por ele desejadas e delicia-se com o produto de sua imaginação. A esposa, por sua vez, sonha com um marido que tome a iniciativa de colocar o lixo para fora. Esses devaneios alimentados em segredo sobre o cônjuge perfeito tornam-se barreiras para a intimidade no mundo real.

No outro extremo, encontramos maridos ou esposas que não se acanham em exigir mudanças, escolhendo quase sempre os momentos de raiva para expressar seu desejo. A linguagem ríspida e o comportamento agressivo revelam quanto gostariam que seu cônjuge fosse diferente. Uma esposa contou sobre uma ocasião em que o marido a empurrou contra a parede e, quando ela se queixou, respondeu: "Quando você começar a agir como esposa, eu a tratarei como tal. Até lá, vai ter o que merece". Sem dúvida, por trás das palavras "começar a agir como esposa" havia uma série de expectativas específicas de mudança de comportamento da mulher. A esposa que grita: "Eu não agüento mais arrumar sua bagunça. Faça o favor de virar gente grande" está revelando sua expectativa de mudança.

Entre o extremo do silêncio e o das exigências grosseiras, milhares de casais vivem com expectativas malogradas. Se ao menos o marido ou a esposa mudasse, a vida seria tão diferente! Algumas vezes, procuram expressar seu desejo; em outras, simplesmente desistem e deixam a frustração tomar conta.

Qual é o problema? Como é possível o desejo de ver mudanças no cônjuge ser tão universal e, ao mesmo tempo, a realidade dessas mudanças ser tão rara? Creio que a resposta pode ser encontrada em três fatores:

  • Começamos da maneira errada.

  • Não entendemos o poder do amor.

  • Não sabemos comunicar de forma eficaz o desejo de ver mudanças no cônjuge.
Este livro responderá à pergunta: "Como conseguir que meu cônjuge mude sem manipulação?". Nas próximas páginas, desejo mostrar o ponto de partida correto, algumas maneiras de usar o poder do amor e como desenvolver a habilidade necessária para pedir mudanças.

Sei que você é uma pessoa ocupada, por isso, procurei escrever um livro conciso e objetivo. Apesar da concisão, é um livro eficaz e tem o potencial de realizar as mudanças tão desejadas em seu cônjuge. Não será fácil aplicar os princípios que vou ensinar, mas, se você o fizer, terá ótimos resultados. Em minha experiência como conselheiro, nunca conheci alguém que tivesse se esforçado para aplicar esses princípios sem ver mudanças consideráveis no comportamento do cônjuge.

Este livro é dividido em três seções correspondentes às questões fundamentais já mencionadas. Vou conversar com você como se estivéssemos em meu consultório de aconselhamento e compartilhar o que tenho compartilhado com centenas de casais ao longo de minha experiência. Se você estiver pronto, podemos começar.

1. Começando da maneira certa

As pessoas que desejam ver mudanças no cônjuge sempre começam da maneira errada. Um jovem chamado Robert é um exemplo clássico. Mal entrou em meu consultório e foi logo me dizendo que a esposa, Sheila, havia se recusado a acompanhá-lo.

— O que está acontecendo? — perguntei.

— Em primeiro lugar, minha esposa é terrivelmente desorganizada. Ela passa metade do dia procurando a chave do carro. Nunca sabe onde encontrar suas coisas, porque não se lembra onde as deixou. Não é um caso de Alzheimer — ela só tem 35 anos. É um problema de desorganização. Já tentei ajudá-la, mas ela não aceita nenhuma sugestão minha. Diz que estou querendo controlá-la. Mas não é isso. Só quero facilitar a vida dela. Se ela se organizasse melhor, com certeza minha vida também seria mais fácil. Perco um bocado de tempo ajudando-a a procurar coisas que ela perdeu.

Fiz algumas anotações enquanto Robert falava e, quando ele terminou, perguntei:

— Alguma outra área problemática?

— Dinheiro. Eu tenho um bom emprego e ganho o suficiente para vivermos tranqüilos, mas Sheila gasta além da conta. Ela nunca pesquisa preços, nunca pede descontos nem sabe aguardar as liquidações. Buscamos um consultor financeiro, mas ela não segue as orientações dele. Agora temos uma dívida de 5 mil dólares de cartão de crédito, e, mesmo assim, ela não pára de gastar.

Quando ele fez uma pausa, perguntei novamente.

— Há alguma outra coisa incomodando você?

— Na verdade, há sim. Ela também não se interessa por sexo. Parece até que poderia viver sem isso. Se não tomo a iniciativa, nunca acontece nada. E, mesmo quando eu a procuro, muitas vezes ela me rejeita. Eu imaginava que o sexo fosse uma parte importante do casamento, mas, pelo jeito, ela não pensa como eu.

No decorrer da sessão, Robert falou de mais algumas frustrações decorrentes do comportamento da esposa. Comentou que havia se esforçado de todas as formas possíveis para fazê-la mudar, mas com pouquíssimo ou nenhum resultado. Estava pronto para desistir de tudo. Havia me procurado porque tinha lido meus livros e pensou que, talvez, se eu telefonasse para a esposa dele e nós conversássemos, eu poderia convencê-la a mudar em algumas coisas. No entanto, minha experiência me diz que, se Sheila viesse a meu consultório, contaria uma versão diferente da história. Ela me falaria dos problemas dela com Robert, de como, em vez de ser compreensivo, o marido era exigente e ríspido.

Talvez dissesse:

_Se Robert fosse um pouco mais gentil e romântico, eu me interessaria por sexo.

E comentaria:

_Pelo menos uma vez na vida, gostaria de ouvir um elogio sobre uma compra que fiz, e não mais palavras de reprovação por gastar tanto.

Em resumo, sua perspectiva seria:

_Se Robert mudasse, eu também mudaria.

Existe alguma esperança para Robert e Sheila? Eles podem conseguir as mudanças que desejam ver um no outro? Creio que sim, mas, em primeiro lugar, precisam mudar radicalmente a abordagem. Estão começando da maneira errada.

Sabedoria antiga

Em meu trabalho como conselheiro, descobri que a maioria dos princípios de relacionamento verdadeiramente eficazes não são novos. Muitos podem ser encontrados na literatura da Antiguidade e resgatados do esquecimento. O princípio de começar da maneira certa, por exemplo, pode ser encontrado numa lição de Jesus, conhecida como Sermão do Monte. Farei uma paráfrase da citação de modo a aplicar o princípio diretamente ao relacionamento conjugal:

"Marido, por que você repara no cisco que está no olho da sua esposa, mas não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Ou, esposa, como você pode dizer ao marido: `Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, então você verá claramente para remover o cisco do olho do seu marido". ( Mateus 7:3-5, paráfrase do autor).

O princípio é claro: você precisa começar com a viga em seu próprio olho. Observe com atenção que Jesus não diz: "Não há nada de errado com seu cônjuge. Pare de pegar no pé dele". Na verdade, ele sugere a existência de um problema com o outro quando diz: "Quando você tiver tirado a viga do próprio olho, poderá ver mais claramente e remover o cisco do olho do cônjuge".

Todo mundo precisa mudar em alguma coisa. Não existem cônjuges perfeitos — apesar de eu ter ouvido a história de um pastor que perguntou: "Alguém aqui conhece um marido perfeito?". Um homem no fundo da igreja levantou a mão sem hesitar e respondeu: "O primeiro marido de minha esposa". Assim, se existem maridos perfeitos, todos eles já morreram. Nunca encontrei um marido que não precisasse mudar. Também ainda estou para conhecer a esposa perfeita.

Na maioria das vezes, as pessoas não conseguem as mudanças desejadas porque não começam da maneira correta. Concentram-se nos defeitos do outro antes de tratarem das próprias fraquezas. Vêem um cisco no olho do cônjuge e tentam removê-lo lançando uma sugestão. Quando isso não funciona, pedem abertamente uma mudança. Quando essa abordagem encontra resistência, exigem a mudança em tom de ameaça. Por fim, partem para a intimidação e manipulação. Mesmo quando conseguem algum resultado, ele ocorre à custa de um ressentimento profundo da parte do cônjuge. Não é esse tipo de mudança que a maioria das pessoas quer. Assim, se você deseja, de fato, ver seu cônjuge mudar, precisa começar tratando dos próprios defeitos.


Para maiores informações acesse:
http://www.mundocristao.com.br/adicionais/como_mudar.htm


OBS.: não temos nenhum vínculo com a Editora Mundo Cristão ou com o autor que vá além de simples consumidores.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

5ª Expedição Bolívia começou...acompanhe o diário

Expedição Bolívia – 1 a 15 de Dezembro de 2008

Uma equipe da Expedição Mochila viajou para a Bolívia ontem. É a 5ª expedição para a Bolívia. Uma viagem que tem o objetivo de realizar Escolas Bíblicas de Férias em comunidades bem carentes.

A equipe da EM conta com cinco pessoas Ricco, Presunto, Keka, Mafe e Ramon. E te uma convidada, a Zenaide, que também trabalha com crianças e vai ajudar. Novidades e notícias serão postadas diretamente do campo de trabalho no blog da Expedição. A intenção é fazer EBFs em duas cidades.

Os pedidos da EM para esta viagem são:

Orem: Pela nossa viagem, segurança e que tudo corra bem; pela saúde da equipe; pelas crianças e atividades que vamos realizar lá; pela integração com os obreiros locais; que nós possamos entender a vontade de Deus e que tudo saia conforme Seu desejo.

Louve e agradeça: Pela equipe que se dispôs a ir; pelas pessoas e igrejas que deram apoio e suporte financeiro para a viagem; pela oportunidade servir as crianças na Bolívia. Deus abençoe e até mais com novidades da estrada.

Leia nosso diário de viagem em nosso Blog!!!

Clique aqui para saber sobre as viagens da Expedição Mochila para a realização de Escolas Bíblicas de Férias.


É uma maneira eficiente de usar jogos, gincanas e brincadeiras para o evangelismo de crianças e o ministério infantil.

Associação Expedição Mochila - Servindo a Infância e a Juventude (EM):

Quem somos: A ‘Expedição Mochila (EM)’ é uma ONG cristã que mobiliza pessoas e recursos para evangelismo de crianças e jovens. Nossa principal ferramenta tem sido o estudo bíblico, a recreação e o esporte. Para nós, evangelizar significa educar para a fé e a cidadania.
Visão: Ocupar todo espaço onde as crianças estão – na rua, na praça, no campinho, na escola, na porta de casa – brincando e estudando a Bíblia. Uma geração de crianças e jovens cristãos, firmados na Palavra de Deus e cheios do Espírito Santo, vivendo em família e sendo exemplo e inspiração a próxima geração.
Missão: Nossa missão é evangelizar, ensinando a Bíblia, as crianças e jovens. Tornar produtivo o tempo ocioso da infância e juventude e o lugar onde vivem.
Valores: Somos cristãos, acreditamos e vivemos os ensinos e exemplos da Bíblia Sagrada;Somos servos de Cristo, das crianças e jovens, das igrejas e da comunidade.

Fazemos isto treinando professores e equipes; criando e apoiando EBD(F)s para crianças; e escrevendo um blog pra se comunicar com a galera. Apoiar a igreja na tarefa de evangelizar e a escola e a família na tarefa de educar é o nosso objetivo de trabalho.

Conheça mais ...

Site: http://www.em.org.br/
Blog: http://www.em.org.br/blog
Fotos: www.flickr.com/mochila
Vídeos: www.youtube.com.br/expedicaomochila

Um grande abraço a todos e que Deus abençõe os mochileiros

Lauberti Marcondes

http://diaconia-integral.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Histórico Mundial

Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988. Em 1991, um grupo de profissionais de arte de Nova York criou o laço vermelho como símbolo desta luta para homenagear amigos e colegas mortos em decorrência da Aids.

No Brasil: sobrevida de pacientes dobra em 12 anos

A sobrevida das pessoas que vivem com Aids nas regiões Sul e Sudeste dobrou entre 1995 e 2007. O tempo médio de vida saltou de 58 meses para mais de 108 meses no período. Estudo encomendado pelo Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde acompanhou cerca de dois mil adultos diagnosticados entre 1998 e 1999. Mais da metade deles (60%) continuaram vivos por, no mínimo, 108 meses depois do diagnóstico. Pesquisa semelhante feita com outro grupo de pacientes diagnosticados entre 1995 e 1996 apontou que metade desses permanecia viva por apenas 58 meses após a confirmação da doença.

Os dados fazem parte do Estudo de Sobrevida de Pacientes de Aids no Brasil, cujo resumo será publicado juntamente ao Boletim Epidemiológico Aids/DST 2008. O estudo, lançado nesta terça-feira, 25 de novembro, em Brasília (DF), foi realizado em 23 cidades do Sul e Sudeste do país. No período do diagnóstico, as duas regiões concentravam 82,4% da epidemia brasileira.

Sobrevivência de crianças - A chance de sobrevivência de crianças menores de 13 anos que vivem com Aids aumentou substancialmente desde o início da epidemia. O estudo "Ampliação da sobrevivência de crianças com Aids: uma resposta brasileira sustentável" mostra que a probabilidade de uma criança diagnosticada na década de 1980 tinha cerca de 25% de chance de estar viva após 60 meses. As diagnosticadas no período 1999-2002 (depois da introdução de TARV) tinham cerca de 86%.

Ao todo, foram acompanhadas 2,1 mil crianças dos 26 estados e do Distrito Federal em diferentes estudos. O objetivo foi determinar a mediana de sobrevida (tempo em que 50% dos pacientes estão vivos) para o grupo. Em 2007, nove anos depois, 85% das investigadas no último estudo continuavam vivas.

Dados gerais - Os dados do novo Boletim Epidemiológico Aids/DST mostram que, de 1980 a junho de 2008, foram registrados 506.499 casos de Aids no Brasil. Durante esses anos, 205.409 mortes ocorreram em decorrência da doença. A epidemia no país é considerada estável. A média de casos anual entre 2000 e 2006 é de 35.384. Em relação ao HIV, a estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas. Do acumulado, a região Sudeste é a que tem o maior percentual de notificações – 60,4%, ou seja 305.725 casos. O Sul concentra 18,9% (95.552), o Nordeste 11,5% (58.348), o Centro-Oeste 5,7% (28.719) e o Norte 3,6% (18.155).
  • A região Sul segue a tendência de estabilização do país, porém em patamares elevados ( a cada 100 mil habitantes em 2000, existiam 26,3 casos. Em 2006, a taxa passou para 28,3).
  • No Sudeste, há discreta queda: de 24,4 em 2000 para 22,5 em 2006. A epidemia no Sudeste é a mais antiga do Brasil
  • No Centro-Oeste, essa queda se apresenta a partir de 2003. Eram 21,3 casos a cada 100 mil habitantes em 2003 e 17,1 em 2006.
  • Há discreto aumento da taxa de incidência no Nordeste. O índice subiu de 6,9 para 10,6 de 2000 para 2006.
  • Há um aumento da taxa de incidência no Norte. De 2000 para 2006, o índice subiu de 6,8 para 14 no Norte.

Acima dos 50 anos - A análise da série histórica da epidemia mostra que a taxa de incidência entre pessoas acima dos 50 anos dobrou entre 1996 e 2006. Passou dos 7,5 casos por 100 mil habitantes para 15,7. A maioria dos casos de Aids, porém, ainda está na faixa etária de 25 a 49 anos. Dos 47.437 casos de Aids notificados desde o início da epidemia em pessoas acima dos 50 anos, 29.393 (62%) foram registrados de 2001 a junho de 2008. Desse último grupo, 37% são mulheres e 63%, homens.

Segundo Mariângela Simão, diretoria do Programa Nacional de DST e Aids, "os preconceitos que cercam a vivência da sexualidade em pessoas acima dos 50 anos limitam e dificultam a abordagem sobre o HIV". A Aids sempre foi vista como uma doença de jovens e adultos, como se a população mais velha não fosse sexualmente ativa. Mas os números mostram que a epidemia cresceu nessa população, principalmente nos últimos anos, afirma. O recorte regional mostra que a incidência vem crescendo em todas as regiões nessa faixa etária. Em 1996, existiam três casos da doença para cada 100 mil habitantes no Norte. Em 2006, a taxa subiu para 13. No Nordeste, o acréscimo foi de 2,8 para 7,6, no Sudeste de 10,9 para 18,3, no Sul de 7,1 para 22,9 e no Centro-Oeste de 6,8 para 14,1.

Como uma resposta a tal realidade, o Programa Nacional de DST e Aids fará campanha de direcionada a essa população, utilizando o slogan "Sexo não tem idade. Proteção também não", o objetivo é despertar nos adultos maduros e nos idosos a importância do uso do preservativo nas relações sexuais.

Estatísticas - Da população geral diagnosticada com Aids desde o início da epidemia até junho de 2008, foram identificados 333.485 casos em homens (66%) e 172.995 casos em mulheres (34%) . A razão de sexo no Brasil diminui ao longo da série histórica em 1986 eram 15 casos no sexo masculino para um no sexo feminino. Desde 2000, há 15 casos entre eles para 10 entre elas. Essa aproximação na razão de sexo reflete a feminização da epidemia.

Fatores que contribuem para a vulnerabilidade das mulheres à Aids: desigualdade nas relações de poder; maior dificuldade de negociação das mulheres quanto ao uso de preservativo; violência doméstica e sexual; discriminação e preconceito relacionados à raça, etnia e orientação sexual; além da falta de percepção das mulheres sobre o risco de se infectar pelo HIV.

Forma de transmissão - A forma de transmissão predominante é por via heterossexual tanto no sexo feminino (90,4% dos casos) como no masculino (29,7% dos casos). Entre os homens, a segunda principal forma de transmissão é homossexual (20,7% dos casos), seguida de usuários de drogas injetáveis (19%). Nas mulheres, a segunda forma de transmissão é entre usuários de drogas injetáveis com 8,5% dos casos. No período de 1980 a junho de 2008, foram diagnosticados no país 11.796 casos de Aids por transmissão vertical (de mãe para filho). De 1996 a 2006, há queda considerável nessa categoria de exposição – de 892 para 379 casos notificados, uma queda de 57,5%.

Em crianças menores de cinco anos, a taxa de incidência caiu de 5,5 (por 100.000 habitantes) em 1996 para 3,1, em 2006. As taxas de incidência nessa faixa da população caem nas regiões Sudeste (de 8,8 para 3,3), Sul (de 10,9 para 5,7) e Centro-Oeste (de 4,0 para 2,3). Há crescimento no Norte (de 0,9 para 2,9) e Nordeste (de 0,9 para 2,0).

Escolaridade - Redução de casos de Aids entre os que têm mais de 12 anos de estudo. Passou de 14% em 1990 para 8,7% em 2006. Já na população que tem entre oito e 11 anos de escolaridade, o índice passou de 13,9% para 24,5%.

Raça/cor - Melhoria da qualidade dos dados de raça/cor no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), com redução do percentual de ignorados. Passou de 47,9% em 2000 para 8,8% em 2006.

Mortalidade - De 1980 a 2007 foram declarados 205.409 óbitos por Aids no Brasil. Na divisão por sexo, 73,4% se concentra entre os homens (150.719 óbitos acumulados) e 26,6% entre as mulheres. Considerando o período de 2000 a 2006, o coeficiente de mortalidade é estável, apresentando aumento entre as mulheres (de 3,7 óbitos por Aids por 100 mil habitantes em 2000 para 4 em 2006) e diminui entre os homens (de 9 em 2000 para 8,1 em 2006).

Estudo de sobrevida em adultos

De acordo com o estudo realizado em 2007, o diagnóstico precoce, seguido do acesso a medicamentos anti-retrovirais e do acompanhamento clínico adequado contribuíram para aumentar a sobrevida dos pacientes. A pesquisa apontou ainda que:

– o uso de medicamentos anti-retrovirais tem impacto positivo no tempo de vida após o diagnóstico;
– pacientes diagnosticados ainda assintomáticos têm maior sobrevida que aqueles que já desenvolveram doenças oportunistas;
– pacientes de maior escolaridade (níveis médio e superior) vivem mais;
– mulheres têm maior sobrevida;
– os infectados por via sexual vivem mais que os expostos ao vírus por uso de drogas injetáveis;
– o desenvolvimento de tuberculose contribui para a redução da sobrevida (a tuberculose é hoje a doença associada ao HIV que mais mata);
– aqueles que fizeram profilaxia de pneumocistose (pneumonia potencialmente grave) vivem mais tempo.


Na opinião da diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, o mais importante é que as diversas intervenções adotadas ao longo dos anos potencializaram o impacto do programa brasileiro. “Os resultados dos estudos de sobrevida são uma prova disso. Países como o Brasil, que optaram pelo acesso universal ao tratamento na década de 1990, determinaram a mudança na história natural da doença. Em pouco mais de dez anos, a aids deixou de ser uma sentença de morte”, afirma.

No início da década de 1990, o tratamento estava baseado apenas na administração do AZT (zidovidina). Atualmente, 18 anti-retrovirais são fornecidos pelo Ministério da Saúde. A última incorporação foi feita em outubro deste ano. O Raltegravir faz parte de uma nova classe de medicamentos, indicado para quem já desenvolveu resistência às outras classes disponíveis. Estima-se que em 2009 cerca de mil pacientes se beneficiarão do novo medicamento.

Até o fim deste ano, estima-se que 185 mil adultos estejam em tratamento. Para assegurar o acesso universal à terapia no país, será investido cerca de R$ 1 bilhão.

Desafios – Mariângela Simão lembra ainda que é preciso enfrentar desafios importantes para melhorar a qualidade de vida e aumentar ainda mais a sobrevida dos pacientes de aids. “Afinal, mesmo com todos esses avanços, ainda não há perspectiva de cura”, destaca a diretora do PNDST/AIDS. Ela enumera quatro pontos fundamentais para direcionar o enfrentamento da epidemia:

  • ampliação do diagnóstico precoce. Hoje, mais da metade das confirmações da doença são feitas quando já existe importante deterioração imunológica .
  • cuidar do acompanhamento clínico. A resistência do vírus aos medicamentos pode ser evitada pela boa adesão ao tratamento.
  • As ações para melhorar a resposta às co-infecções do HIV com tuberculose e hepatites virais. A primeira, por exemplo, é a doença associada à aids que mais mata. Já as hepatites, quando associadas ao vírus da aids, apresentam maior risco de progressão para cirrose hepática e maior mortalidade.
  • Fortalecer a resposta dos serviços de saúde aos efeitos adversos do tratamento. Incluir incentivos a um estilo de vida saudável (alimentação adequada e atividade física), prevenindo a ocorrência de doenças cardiovasculares e da lipodistrofia.

Apesar da melhor condição de vida de quem tem aids, o tratamento, muitas vezes, exige esforço do paciente, já que, para alguns, é preciso conviver com efeitos adversos importantes. Por causa disso – afirma ela – é importante não descuidar da prevenção de novas infecções. “E até o momento, o uso do preservativo é a forma mais eficaz para evitar a exposição ao HIV”, diz.

Fontes: www.aids.gov.br/diamundial, http://www.amb.org.br/mc_noticias1_abre.php3?w_id=4058


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