quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

(Vá a luta) Sua sorte vai mudar!

Olá Gente!

Mais uma vez tenho o priviléngio de postar um texto interessantíssimo de Eliana Gavioli. Uma mulher batalhadora, autora do livro "O quartinho solitário", que terá cadeira cativa neste Blog.

Abraços

Lauberti Marcondes
http://diaconia-integral.blogspot.com/

Sua sorte vai mudar
Por Eliana Gavioli

A maioria dos brasileiros tem o hábito de desejar boa sorte às pessoas a quem querem bem, principalmente quando percebem a eminência de uma situação que envolve algum tipo de risco ou que seja de alguma forma desafiadora.

Talvez porque tivemos a sorte de estar localizados em uma região privilegiada, livre de desastres climáticos e sísmicos, rica em recursos hídricos e minerais e de solo fértil em grande parte de sua extensão territorial. Ou talvez porque tenhamos assumido o papel de campeões do futebol repetidas vezes. Ou ainda por sermos a terra do Carnaval com sua alegria rápida e esfuziante. A verdade é que nós brasileiros somos ligados nesta coisa de sorte, nesta coisa de conseguir resultados imediatos, sem dispêndio de uma grande dose de energia ou algum sacrifício.

Muitos de nós, ao olhar para alguém bem sucedido, constatamos estupefatos: Êita sujeitinho de sorte!

A verdade é que somos doidos por uma fézinha. Grande parte dos brasileiros faz o seu joguinho semanal religiosamente e não se importa em perder preciosos minutos do seu tempo e parte do seu rico dinheirinho, para se dar a chance, mesmo que pouco provável, de se tornar um milionário instantâneo.

Qualquer jogo que envolve transferência de valores entre as partes pode representar uma inocente brincadeira ou um compromisso inadiável para os participantes, que empolgados com a promessa de fazer milionários da noite para o dia são seduzidos pela falsa expectativa de alcance do sucesso fácil. E é aí que mora o perigo.

O indivíduo é capaz de repetir a mesma aposta durante 30 ou 40 anos na esperança de conseguir algum resultado, mas não é capaz de se dedicar a um curso superior que lhe tomaria apenas alguns poucos anos de sua vida e lhe renderia uma boa colocação e a possibilidade de construir um patrimônio duradouro.

Falta ao Brasil mão-de-obra melhor capacitada para que possa explorar mais amplamente suas possibilidades de desenvolvimento e crescimento econômico. Mas só nos capacitaremos se deixarmos de lado esta bobagem de contar com a sorte e passar a contar com possibilidades reais e factíveis, que só uma formação digna da Era do Conhecimento e totalmente conectada com uma sociedade globalizada pode nos dar.

Ao invés de ficar imaginando que o sujeito deu sorte ou azar na vida, basta pensar no quanto ele teve que estudar e se esforçar, no quanto se sacrificou, deixando de lado alguns prazeres como o futebol ou a novela do momento, para se dedicar à algo que acreditava ter valor real. Ou levantou-se mais cedo e deitou-se mais tarde, enquanto outros continuavam a levar uma vida normal e despreocupada.

Afinal, ninguém pode esperar resultados realmente superiores, fazendo o que sempre fez ou o que todo mundo faz. Para isso é preciso se superar, vencer resistências e expandir os limites até o inimaginável.

E não vem com esse papo de que está cansado. Cansaço só vale mesmo aquele cansaço da miséria, da violência, do atraso, da injustiça social e do desperdício da energia mais preciosa que existe na face da terra: a energia humana. Cansaço de ver gente inteligente e capaz mal aproveitada, deixando a vida passar como se não houvesse nela valor algum. Esse cansaço vale para fazer a gente se mexer. Se não para fazer grandes coisas, para fazer pequenas ou o que seja possível. Se não para fazer por todos os brasileiros, fazer por nós mesmos ou pelos que estão próximos.

Está na hora de nós brasileiros despertamos para o fato de que a sorte é definida nas pequenas e grandes escolhas do dia a dia da vida de cada um de nós e que acaba se projetando na condição de vida do nosso país.

Por isso, na próxima vez que essa palavrinha vier à tua mente para tentar te dar uma desculpa para qualquer tipo de comodismo, não deixe ela te envolver com o seu poder de sedução vulgar e incipiente. Ponha esta mente brilhante para funcionar e vá à luta. Sua sorte vai mudar.

Eliana Gavioli - Analista de sistemas há mais de 25 anos, ex-funcionária do Banco Nossa Caixa, atua na área de metodologia desde 1995. Desenvolveu habilidades para escrever manuais, elaborar e ministrar treinamentos, conduzir reuniões de trabalho e dar suporte aos processos de desenvolvimento e manutenção de sistemas. Cursou Graduação em Processamento de Dados, Especialização em Sistemas de Informação e MBA E-Management na FGV. Atualmente cursa Mestrado em Tecnologia: Gestão, Desenvolvimento e Formação no Centro Paula Souza. Um de seus novos desafios é trabalhar na área de consultoria.

Seu livro: O quartinho Solitário
http://www.editoravida.com.br/loja/product_info.php?products_id=460

Sua história de vida:
http://www2.uol.com.br/bibliaworld/vidamix/num06/ined018.htm

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